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SAUDADES DE UM AMIGO

por Rosinda, em 25.02.10

 

 

Que saudades que eu tenho de ti meu filho... de ti assim! Quantos sonhos...

O meu primeiro filho, louro de olhos azuis... Aqui tu tinhas seis anos e eu... vinte e dois!

Falei contigo á pouco no MSN, não sabes o que me passava pelo pensamento enquanto ias falando... Já nada é igual!

Emigras-te para Paris há demasiado tempo... Como detesto a imigração! O afastamento transforma as famílias em quase estranhos.

Lembro aquelas longas noites , tu já adolescente e eu...? Pouco mais, conversávamos e víamos filmes até altas horas!

Não falo de ti para te distinguir dos teus irmãos... nem pensar! Adoro-vos a todos!

Mas tu foste além do filho, o amigo, o confidente durante muitos anos. E agora é tudo tão diferente, que só hoje soubeste que a tua mãe e amiga se divorciou há quase um mês...!

Poderia ter-te ligado, desabafado... mas nunca o fiz... não era necessário... Estavas sempre atento e quase adivinhavas se eu tinha problemas!

Mas eu entendo meu filho... tens a tua vida!  Mas não posso evitar sentir como estás diferente...  Isto é o resultado do afastamento da distância... da vida!

Tenho saudades de ti e também do teu irmão que está aí também. Sei que ele vai superando a maldita doença e que já está a trabalhar, embora a meio tempo; mas não foi ele que me disse... não falamos à meses é o feitio dele...

Tenho saudades dos dois, ambos são meus filhos... Mas tenho ainda mais do amigo que fui perdendo com o tempo, a distância e a vida!

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publicado às 17:48

O QUE GOSTO DE LER...

por Rosinda, em 05.02.10

nenufar.jpg image by luigidasilva

 

Ando perdida nestes sonhos verdes
De ter nascido e não saber quem sou,
Ando ceguinha a tatear paredes
E nem ao menos sei quem me cegou!

Não vejo nada, tudo é morto e vago…
E a minha alma cega, ao abandono
Faz-me lembrar o nenúfar dum lago
´Stendendo as asas brancas cor do sonho…

Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo
E não ver nada nesse mar sem fundo,
Poetas meus irmãos, que triste sorte!…

E chamam-nos a nós Iluminados!
Pobres cegos sem culpas, sem pecados,
A sofrer pelos outros té à morte!

Florbela Espanca -

 

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publicado às 22:59


Cozinhar com zelo é um acto de amor...





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